domingo, 20 de novembro de 2011


Gentileza é gratuita!
Surgiu um assunto que me fez pensar: já repararam que nos  tempos que correm, metemos a gentileza na gaveta e desculpamo-nos pelos maus modos, como se a culpa fosse um conjunto de perturbações orgânicas e psíquicas? Pode ser uma resposta cruzada por conta do trânsito caótico. Pode ser a prazo curto. Falta de dinheiro, de tempo, de saúde ou mesmo de graça na vida. Os motivos são muitos e seguem o seu percurso imparável. Mas será que – em nome das nossas “faltas” – temos o direito de sermos menos humanos? Onde foi parar a delicadeza, a gentileza, a educação e o respeito? Onde foi parar o que nós somos?
Peço desculpa mas, não consigo arranjar resposta. Estamos tão individualistas que mal percebemos o outro. Eu, pessoalmente, acho uma falta de inteligência privilegiar apenas o saber e não valorizar quem tem uma visão generosa do mundo. Penso que a combinação dos dois – conhecimento e sensibilidade – seria o ideal para termos uma vida melhor. E crescermos tanto pessoal, quanto profissionalmente.
Infelizmente, não é isso que se vê por aí. O respeito parece ter entrado em “démodé”. Gentileza, passou a ser gíria das nossas avós. Nada de “bom dia”, “boa tarde”, nem um olhar que te perceba como indivíduo.
Importante esclarecer que conheço pessoas que – no meio do salve-se quem puder, continuam a ser PESSOAS.  Enxergam, em seus olhos, o outro. Oferecem sem o menor constrangimento um abraço sincero ou um sorriso. Uma ajuda inesperada! Um elogio. Um silêncio na hora certa.
Isso, para mim, não é frescura. É apenas a boa e velha educação pedindo licença para entrar... Implorando para não ser esquecida, dentro da gaveta, na hora do rush (assalto).
Claro que não é preciso dizer “obrigada” a cada minuto. Mas antes uma palavra simpática do que deixar nosso lado brucutu  ( animal irracional) e (acredite que  todos nós tem um), falar mais alto e acabar com a cordialidade que ainda nos resta.
E para quem ler este texto, se o achar ultrapassado, peço desculpa mas, é o que eu penso.
Sei que pode parecer ingenuidade minha, mas eu continuo com fé no ser humano e em mim própria, claro. Acho que a pessoa que desenvolve sua sensibilidade para perceber o outro seja no trabalho, em casa ou na rua, só tem a ganhar uma promoção, um trabalho melhor, um amigo de verdade, um dia mais feliz ou apenas um simples sorriso que a meu entender já vale por tudo.
Por isso, escrevi este texto para tirar meu nó da garganta, (porque eu própria por vezes esqueço essa gentileza) e alertar aos que ainda sabem ouvir: o mundo precisa de mais gentileza. E menos, muito menos, cara de pau.

sábado, 19 de novembro de 2011


Jardim/Parque da Pampilhosa.

Numa das minhas pouco habituais caminhadas, pude expressar o meu desconsolo e desalento por constatar a condição de abandono e desmazelo a que o jardim da Pampilhosa está votado nos últimos tempos.
No Verão é fácil observar sobretudo a existência de vegetação e árvores a secar por falta de rega bem como falta de limpeza, conservação e manutenção das poucas infraestruturas existentes. A título de exemplo, há tempos verificou-se uma rotura no sistema de rega, com o consequente desperdício de água e, não fosse o desvelo de alguém que por ali andava, alertando a Junta de Freguesia para o fato, sabe-se lá quanto tempo demoraria essa avaria a ser reparada.
Quando chegam as chuvas, devido à ausência de sistemas adequados de escoamento das águas pluviais, os caminhos ficam encharcados e bastante enlameados, desvanecendo a vontade de quem costuma ali efetuar as suas caminhadas ou simples passeatas familiares.
Em tempos, lembro-me de ali existir em permanência um jardineiro que, como costuma dizer-se, trazia tudo num “brinquinho”, relva aparada e bem tratada, árvores viçosas e devidamente cuidadas, para além de zelar pela segurança do espaço, dissuadindo eventuais atos de vandalismo. 
Agora, provavelmente como reflexo da crise económica e financeira que o país atravessa, o tal jardineiro apenas ali comparece periodicamente, acompanhado de uma “equipa” de funcionários, penso eu da C.M.M. que, numa operação “relâmpago”, somente procedem ao corte da relva e pouco mais. Por vezes durante a época estival, muito raramente, lá aparece alguém a “molhar” o sopé das árvores. 
Ora, tratando-se de um espaço verde, de lazer e recreio, que assume fundamental importância para um ambiente mais saudável, e principalmente para o bem-estar e interesse dos munícipes e população em geral, é de extrema importância criar mecanismos para o manter em bom estado, protegendo o que existe e criando condições para que os demais utentes retirem o máximo aproveitamento das suas potencialidades, justificando-se como tal, um cuidado permanente e uma atenção especial para a sua preservação, por parte das entidades responsáveis. 
Já agora, faça-se qualquer coisa , talvez uma vedação, para que os gansos não passem a vida a correr atrás das pessoas, obrigando-as a armarem-se de varas e paus para os afugentarem.


Desgosta-me bastante ver gastar dinheiro numa infraestrutura e posteriormente a mesma ser votada ao abandono, a isto chama-se estragar dinheiro que é de todos nós. Este é um espaço por excelência que deve manter-se cuidado .

terça-feira, 15 de novembro de 2011


Nossas ações criaram o mundo onde vivemos
Se você não cuida do seu filho em CASA, quem irá cuidar dele na RUA?


minho Minho
T.Montes Trás-os-Montes

D.Litoral
                                  Douro Litoral


B.Alta Beira Alta
B.Litoral Beira Litoral
B.Baixa Beira Baixa
Alentejo Alentejo
Ribatejo Ribatejo
Estremadura Estremadura
Estremadura Estremadura
B. Alentejo B. Alentejo
Algarve Algarve
Algarve Algarve
Madeira Madeira
Açores Açores





 


Ser Professor

"Se eu não fosse imperador,
desejaria ser professor.
Não conheço missão maior
e mais nobre que a de dirigir
as inteligências jovens e
preparar os homens do futuro."

Pedra Filosofal

Eles não sabem,
nem sonham,
que o sonho comanda
a vida
Que sempre que um
homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de
uma criança.

António Gedeão

Educar é uma das
tarefas mais prazerosas
mas também uma das
mais desgastantes da
inteligência.

Augusto Cury

As crianças

"O melhor do Mundo
são as Crianças."Fernando Pessoa
  
 



"O melhor professor não
é o mais eloquente, mas
o que mais instiga e
estimula a inteligência".
Augusto Cury

Actividades diversas

e Salas de Espectáculos


Oportunidade de aprender com as diferenças.


Segurança e Prevenção na Estrada
 

INTRODUÇÃO
Meus caros alunos, como sabem hoje em dia o conhecimento não é estático, é cada vez mais dinâmico e interactivo utilizando cada vez mais as novas tecnologias na metodologia e na implementação desse mesmo conhecimento, sendo esse cada vez mais uma necessidade e não um desafio. É com base nesse processo que vos proponho este trabalho numa tentativa de interacção mútua que desejo que seja profícua e mutuamente enriquecedora tanto ao nível pessoal como profissional.

A proposta que tenho para vos apresentar é a seguinte construção de uma aula a partir de uma Webquest em que o tema será "A Segurança e Prevenção na Estrada", para isso terão de utilizar essa mesma Webquest e partindo dessa ferramenta de trabalho construir uma aula a ser apresentada por grupos a constituir de 5 elementos cada.


HISTÓRIA DE FLAVIA

DESAPARECIDOS: Clique aqui e coloque no seu Blog! 






prevenção e protecção
INTRODUÇÃO
Como sabes, acidentes e catrástrofes podem acontecer em qualquer momento e local, podendo provocar muitos danos, entre os quais, ferimentos graves ou mesmo a morte de pessoas, algumas delas por falta de informação.
Tu, podes ter um papel importante dando alguns conselhos aos teus colegas, para que, numa situação real, possa haver menos vítimas.



Webquest elaborada por ruicoelho com

Por todo o mundo existem países que oferecem um ambiente de segurança, respeito e igualdade para as crianças poderem crescer alegremente. Porém, existe sempre o contrário onde tal não acontece.
No sentido de promover estes valores, existe a Convenção dos Direitos da Criança que procura incentivar os países a preocuparem-se com as vivências das suas crianças.
Lançamos-te um desafio! Parte à descoberta e aprende um pouco mais sobre este tema. Verás o quanto é interessante e, no fim, aposto que vais ter vontade de anunciar aos quatro ventos tudo aquilo que aprendeste! 

A higiene


INTRODUÇÃO


Para se ter uma saúde saudavel e de boa qualidade é preciso que se tenha uma higiêne  muito boa.
                                                                   Drogas
INTRODUÇÃO
Imagine que você está disfarçado em sua escola, trabalhando para identificar usuários de drogas existentes na Unidade Escolar. O que você sabe sobre:
  • Vicio em cigarro?
  • Vicio em bebida alcoólica?
  • Vicio em medicamentos?
  • Vicio em maconha?
  • Vicio em cocaína?
  • Vicio em solventes/inalantes?

  SEGURANÇA



INÍCIO NA RUA INUNDAÇÕES INCÊNDIOS PASSATEMPOS ACTIVIDADES

       Há diversas situações que podem colocar a nossa vida em perigo. Um incêndio em nossa casa, uma inundação num dia de temporal, um tremor de terra, as pessoas desconhecidas que nos abordam na rua...
Aprende aqui algumas regras de segurança. Aprende a proteger-te!






A Disciplina
Formação Cívica

A Formação Cívica visa o “desenvolvimento da consciência cívica dos alunos, como elemento fundamental no processo de formação de cidadãos responsáveis, críticos, activos e intervenientes, com recurso, nomeadamente, ao intercâmbio de experiências vividas pelos alunos e à sua participação, individual e colectiva, na vida da turma, da escola e da comunidade”.
Finalidades
* Desenvolver competências necessárias ao exercício da cidadania.
* Desenvolver nos alunos atitudes de auto-estima, respeito mútuo e regras de convivência que conduzam à formação de cidadãos tolerantes, autónomos, participativos e civicamente responsáveis.
* Promover valores de tolerância, solidariedade e respeito pelos outros.
* Estimular a participação activa dos alunos na escola e na sociedade.
* Proporcionar aos alunos momentos de reflexão sobre a vida da escola e os princípios democráticos que regem o seu funcionamento.
Pressupostos
* Todos os momentos são propícios à reflexão sobre a educação para a cidadania, nas aulas e fora delas, na participação da organização da vida escolar, nos estudos, nas actividades desportivas, nos tempos livres, no convívio e nas regras que o orientam.
* A cidadania exerce-se na participação, cooperação, tomada de decisão e expressão de opinião com liberdade e responsabilidade.
* Nesta área devem ser promovidas situações de aprendizagem que integrem dimensões da vida individual e colectiva, bem como conhecimentos fundamentais para compreender a sociedade e as suas instituições.
* Aquisição de competências, individualmente e em grupo, para a construção de um projecto de vida saudável nas vertentes física, psíquica e social.
Princípios orientadores
* Esta componente curricular não é de exclusiva responsabilidade de um professor ou de uma disciplina, mas sim de todas as disciplinas e áreas do currículo, visto abarcar todos os saberes e abranger todas as situações vividas na escola;
* De modo a favorecer o desenvolvimento desta área, existe um tempo semanal no horário dos alunos e do director de turma, destinado à informação, sistematização e aprofundamento dos assuntos;
* Na sua vertente de apoio de um tempo semanal, deve:
o o Ser planificada pelo director de turma após ouvido e o conselho de directores de turma e o conselho de turma, tendo em conta o projecto educativo, o projeto curricular de escola e de turma;
o o Ser um espaço privilegiado para a discussão e construção de regras/normas de conduta adequadas;
o o Constituir também um espaço de diálogo e reflexão sobre assuntos específicos apresentados pelos alunos.
Intervenientes
Esta área curricular é discutida, planificada e gerida em conselho de turma, sendo a sua operacionalização da responsabilidade do director de turma.
Avaliação
A avaliação desta área curricular não disciplinar carateriza-se por ser descritiva, baseada na auto-reflexão, no conhecimento que o aluno tem de si próprio e da sua evolução. Este tipo de reflexão deve ser orientado pelo director de turma, podendo o mesmo recolher contributos dos professores das áreas disciplinares/disciplinas, no sentido de validar a evolução dos alunos. Compete ao conselho de turma proceder à avaliação sumativa mediante proposta do professor que lecciona a área de Formação Cívica.

Amizade é..

segunda-feira, 14 de novembro de 2011


TOLERÊNCIA



 Muitas vezes, no nosso dia-a-dia, costumamos reclamar de tudo.
Devemos pensar duas vezes antes de nos irritarmos.
A irritação, a intolerância, fazem com que provoquemos males ainda maiores na sociedade que vivemos e com quem nos é próximo.
São os pequenos desentendimentos que geram os grandes conflitos da humanidade.
Por isso, não negue consideração e carinho diante de balconistas fatigados ou irritadiços. Pense nas provações que, sem dúvida, os atormentam nas retaguardas da família ou do lar.
Lembre-se que todas as criaturas trazem consigo as imperfeições e fraquezas que lhes são peculiares. Quantas vezes, nós mesmos, atormentados por algum problema a resolver, somos indelicados para quem nos vem pedir um favor.
O que aconteceria se essa pessoa também nos tratasse mal? Ficaríamos ainda mais irritados.
Na maior parte dos casos, o que nos falta é um pouco de tolerância.
Ter tolerância é ter paciência e tentar perceber os outros.
A tolerância deve ser aplicada indistintamente entre todos e em qualquer lugar e,
deve ser exercitada em regime de continuidade.

SER TOLERANTE
            Fala-se muito de tolerância, mas a história recente demonstra que ainda existem, ou inclusive se agonizam, muitas formas de violência e de intolerância que todos abominamos.
            
A tolerância, entendida como respeito e consideração face à diferença, ou como uma disposição para admitir nos outros uma maneira de ser e de agir distinta da nossa, de aceitação de um pluralismo legítimo, é em todos os aspetos um valor de enorme importância. Estimular a tolerância, neste sentido, pode contribuir para resolver muitos conflitos e erradicar muitas violências. E como estes conflitos e violências são notícia frequente nos mais diversos âmbitos da vida social, isso leva-nos a pensar que a tolerância é um valor a promover, necessária e urgentemente.
            No entanto, a tolerância não é uma atitude de simples neutralidade ou indiferença, mas uma posição resultante de algo, que ganha significado quando se opõe ao seu limite, que é o intolerável. Com efeito, muitas formas de intolerância têm a sua origem num excesso de tolerância prévio, que provocou conflitos violentos.

Agora deixo-vos com a leitura de um conto de Álvaro Jurado Nieto, Colômbia, que tem por objetivo melhorar a tolerância e a autoestima

O Orelhudo
Era seu segundo dia de aula. Henry sentou-se na primeira carteira da sala, ao lado da janela, como lhe recomendou sua mãe. A professora entrou na sala e disse: “Bom dia. Hoje vamos estudar alguns animais. Começaremos pelo asno, esse animal tão útil à humanidade, forte e  de   orelhas grandes”......”
É como Henry”! interrompeu uma voz que saía do fundo da sala.
Muitas crianças começaram a rir muito e olhavam para Henry.
"Quem disse isso?" Perguntou a professora, ainda que sabia bem quem havia dito isso.
“Foi Quique”, disse uma menina apontando para o lado em direção a um menino sardento de cinco anos.
“Crianças, crianças”, disse a professora com voz enérgica e com cara de irritação. Não devem zombar dos demais. Isso não é bom e não vou permitir isso em minha sala. Todos ficaram em silêncio, mas ainda se ouvia algumas risadinhas.
Um tempo depois, uma bola de papel pegou na cabeça de Tomaz. Ao olhar para trás, não viu quem havia jogado, e novamente muitos riram-se dele. Decidiu não fazer caso às zombarias e continuou olhando as fotos de animais que a professora mostrava. Estava muito triste, mas não chorou.
No recreio Henry abriu sua lancheira e começou a comer o delicioso lanche que sua mãe lhe havia preparado. Duas crianças que estavam por perto gritaram: “orelhudo, olha o orelhudo, não comas tanto que vais ficar com um rabo comprido como um asno”, e começaram a rir. Outras crianças ao seu redor olharam para ele e tocando suas próprias orelhas, riam-se e murmuravam. Henry, entendeu pela primeira vez, que de verdade havia nascido com suas orelhas um pouco mais grandes. “Como seu avô Manel”, havia ouvido dizer seu pai certa vez.
Logo se escutaram gritos na sala de música, de onde saía muita fumaça. Henry aproximou-se e viu muitas crianças fechadas sem poder sair, pois alguma criança travessa havia colocado um cabo de vassoura nos trincos. Através dos vidros, podia-se ver os rostos dos pequenos chorando, gritando e muito assustados. Em pouco tempo as chamas cresciam e começava a queimar alguns objetos e móveis. Os professores não haviam dado conta do perigo, e nenhum dos alunos se atrevia a fazer nada.Henry, sem duvidar um segundo, deixou sua lancheira e correu até a porta da sala e apesar do calor que saía, agarrou o cabo de vassoura que travava a porta e tirou – o com força. As crianças saíram depressa e todos se salvaram.
Henry tornou-se um herói. Todos elogiaram sua coragem. As crianças que haviam zombado dele estavam envergonhadas.Em casa, Henry contou tudo o que sucedeu à sua família, e todos ficaram orgulhosos dele. No dia seguinte, nenhuma criança zombou de Henry. Haviam entendido que os defeitos físicos eram apenas aparentes, mas por outro lado, o valor de Henry ao salvar seus companheiros era mais valioso e digno de se admirar.


domingo, 13 de novembro de 2011


A letra mata o sentimento


Qual é o local mais usado na sua casa para dialogar com os familiares?
Talvez alguns respondam que é a  porta do frigorífico, ou outros, mais modernos, digam que é a tela do computador, a Internet.
Pode parecer absurdo, mas não é. Certa vez, uma senhora disse que as fábricas deveriam aumentar as dimensões dos frigoríficos, pois assim ela teria mais espaço para conversar com a família.
Uma filha, tentando encurtar a distância existente  entre ela e a mãe, enviou um e-mail, um bilhete eletrônico, dizendo:  Olá mamã!  Agora eu tenho o meu e-mail. Se quiseres podes-te  corresponder comigo.     Um beijo.   E assinou seu nome no final.
Se tais situações acontecem é porque as pessoas acreditam que essa é  uma forma de diálogo, quando é apenas uma forma de se corresponder com alguém.
Para que haja um diálogo efetivo, é preciso estar frente a frente com o interlocutor a fim de perceber o que ele sente nas suas expressões mais secretas.
Como é que um filho, por exemplo, grafará suas amarguras e suas inquietações num pedaço de papel?
A letra mata o sentimento, seja ele saudável ou não.
Mas, quando olhamos nos olhos, temos uma noção mais exata do que vai na alma daquele que nos fala.
Uma vez  uma jovem que vivia distante dos pais escreveu para sua mãe dando-lhe notícias.
A jovem havia dialogado com uns amigos por algumas horas. Contara os seus dramas. Falara que estava envolvida com um rapaz de conduta duvidosa e engravidara dele.
Agora não sabia o que fazer, estava perdida. Mas não conseguia contar os fatos aos pais e escrevia para a mãe dizendo que estava tudo bem.
Perguntaram-lhe porque não escrevia a verdade, ao que ela respondeu, entre lágrimas, que o papel aceita tudo e que os pais nunca se importaram com os sentimentos, uma vez que sempre se utilizaram de bilhetes para se comunicar.
Talvez muitos de nós optemos pela correspondência à distância para fugir das dificuldades, que sabemos existir.
Todavia, de nada vale tentar enganar-nos adiando os problemas indefinidamente. Chegará um dia em que os teremos que enfrentar face a face.
E, nesse dia, talvez eles já tenham tomado dimensões tão grandes que se torne bem mais difícil encontrar a solução adequada.
Dessa forma, não importa que o nosso local de diálogo em família seja um cantinho qualquer. Basta que caiba, pelo menos, duas pessoas frente a frente.
Olhar nos olhos, que são as janelas da alma, é de suma importância para se detectar o que vai por trás de simples gestos e palavras.
E que a porta do frigorífico, além de servir para pendurar os cartões de disque tudo, nos sirva apenas para deixar um lembrete simples, um recado importante, uma declaração de amor.
E que o correio eletrônico da Internet nos possa  servir para transmitir um arquivo, um cartão de congratulações...


Pense nisso!



Aprender a ser gentil: guia de boas maneiras facebookianas


  • Dia Mundial da Gentileza
    Dia Mundial da Gentileza
    Tiago Albuquerque