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sábado, 17 de fevereiro de 2024

 VERDADE…

Feliz é uma coisa que se é ou não é. Não se pode “estar” feliz. Pode-se estar-se bem disposto, pode estar-se alegre, pode estar-se satisfeito, mas feliz é coisa que simplesmente não faz sentido estar. Ou se é ou não se é. Mas não se julgue que é fácil saber qual das duas coisas será a mais triste.
As pessoas que não têm alegria na vida podem ter a esperança de se alegrar. As pessoas que andam sempre descontentes continuam a ter hipóteses de virem a contentar-se. As insatisfeitas podem muito bem satisfazer-se. Mas as pessoas infelizes, porque são mesmo infelizes, porque infelizes é uma coisa verdadeira que elas realmente são, não podem “enfelizar-se”. Feliz é também uma coisa que ninguém se torna, que ninguém fica e que ninguém compra. Ou se é, ou não se é. É como ser louro. (Apesar de eu achar que ser feliz é mais parecido com ser moreno).
As pessoas felizes são aquelas que têm vergonha de falar nisso. Em Portugal, dizer “Eu sou feliz” é como dizer “Eu sou rico” ou “Eu sou de boas famílias”. É escandaloso. Pode dizer-se “Hoje estou bem disposto!”, porque é como confessar uma anormalidade. É notícia. Dizer “Hoje estou mal disposto” é muito menos assunto de primeira página – é como a notícia “Homem mordido por cão no Rossio”. Em contrapartida, a notícia “Hoje acordei bem disposto” é mais aliciante; como “Cão mordido por homem no Terreiro do Paço”.
Ninguém tem pachorra para aquelas bestas sadias que estão sempre alegres e bem dispostas – é uma atitude de desrespeito perante a vida e a desgraça dos outros. Em Portugal, o que convém é andar mais ou menos. À pergunta altamente irritante “Então? Bem disposto?”, não é lícito nem responder que não, nem responder que sim . A resposta de protocolo é “Oh...”, encolher os ombros, sorrir como quem diz “O que é que se há-de fazer?” e perguntar “Então e tu?”, com ar de quem já sabe a resposta.
Para ser feliz é preciso ser-se um bocado parvo. Eu, por exemplo, sou. A felicidade é inversamente proporcional a uma série de coisas de boa fama, como a sabedoria, a verdade e o amor. Quando se sabe muito, não se pode ser muito feliz. A verdade é quase sempre triste. É científica, uma chatice de células e de ácidos nucleicos, de factos não só nus como crus. Os factos! Apetece gritar-lhes: “Psshtt! Mas que pouca vergonha é esta? Vão já vestir-se e cozer-se!”.
É por isso que existe a mentira – é um dos mecanismos da felicidade. As pessoas felizes são aquelas que mentem a si mesmas sem dar por isso e que conseguem enrolar-se bem enroladinhas. Aliás, se formos a pensar no que distingue uma pessoa feliz de uma pessoa normal, verificamos que é o facto de a pessoa feliz nunca pensar em si própria. As pessoas normais martirizam-se com a profundidade das suas análises, ado¬ram enterrar os cotovelos nos pântanos lamacentos das suas motivações. Enfim, pensam muito nos problemas que têm. As pessoas felizes só pensam nos outros. É como se não existissem. É por isso – por não existirem esse bocadinho – que conseguem ser felizes. É uma ilusão óptica muito bem feita. Ninguém é mais feliz que o homem invisível.
(...)
Miguel Esteves Cardoso
Os meus problemas, Assírio & Alvim, 1ª edição, 1988, Lisboa. As crónicas deste livro foram publicadas originalmente no jornal Expresso.
😍❤️
Adoro este texto…
O último parágrafo diz tudo.
É mesmo assim.

 Viajar é viver

Dia 29



OCÁ
É uma árvore de grande porte e das maiores plantas de S. Tomé, com 1,5 m de diâmetro e 130 m de altura


Trilho até à cascata Milagrosa

Cascata milagrosa

É um espaço de lazer rodeado de vegetações e um verdadeiro sinônimo de paz, tranquilidade. Apresenta uma grande diversidade de flores e plantas maravilhosas.





A dona da roça contagia com a sua alegria

Obrigada ao Vamos Fugir, porque eu fugia já para lá

DIA 30



E este foi o ramo de flores que o jovem da foto acima me fez com todo o carinho e ofereceu, em troca de apenas 4 dobras ( dinheiro local) e que me acompanhou até Portugal.

OBRIGADA! OBRIGADA! OBRIGADA!







domingo, 21 de janeiro de 2024

 Visita ao Templo Maçónico - Lisboa

 Tudo aqui é simbolismo.

A maçonaria assenta nos princípios da igreja e tem por base a construção do templo de Salomão, pois pensa-se que foram eles os primeiros maçons da história. Fazer parte desta organização, é crer em Deus e ter uma conduta ética e honesta.

Maçom significa pedreiro livre ou construtor e surgiu na idade média, época das grandes construções de pedra, castelos e catedrais. Os trabalhadores reuniam-se e guardavam as suas técnicas a sete chaves. A metodologia de ensino era não haver testes, para eles era essencial aprender ofícios.





Loja do Grémio Lusitano





Depois da cerimónia de iniciação, o Mestre entrega o avental ao novo Maçom que só pode entrar no Templo da sua loja, ou de outra, com o avental vestido, pois este é o principal símbolo que compõe a indumentária maçónica. 








Maçonarias femininas existem há mais de cem anos - e conduzem iniciações, cerimónias e rituais, tal como as masculinas. Todas as meninas usavam o mesmo uniforme e penteado. 

Pertences da Maçonaria feminina

                                 
Texto de Fernando Pessoa defensor das sociedades secretas



Templo Maçom



Dr. António Arnault. Grão Mestre de 2002 a 2005. Escolheu ser fotografado com "Os Lusíadas"
Pormenor das escadas de acesso ao templo



A caminho do restaurante Terra e Mar, onde almoçamos sopa de legumes e arroz de polvo com coentros. Como sobremesa, mousse de manga e café.


O aperto de mão maçónico e Sede da manteigaria União


Praça Luís de Camões


A "Casa do Ferreira Das Tabuletas"


Após ter caído, no terramoto de 1755, o Convento da Santíssima Trindade foi comprado em 1835 por Manuel Moreira Garcia, tendo instalado aí a sua cervejaria

                               Sala Maria Keil, na Cervejaria da Trindade



Refeitório na Cervejaria da Trindade, com painéis de azulejos alusivos à maçonaria





As 3 cervejas produzidas, com nomes ligados à maçonaria: Profana, Áurea e Fénix


Nos antigos claustros do mosteiro da Trindade (a única parte original que sobrou depois da queda do mosteiro)
Chapeleiro só para guarda chuvas ingleses

                                                     Os calceteiros









Um dia no zoológico de Lisboa

 Levei as minhas três netas de 18, 17 e 11 anos ao jardim zoológico de Lisboa e confirmei que são o público mais difícil do planeta 😀. Pass...