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terça-feira, 6 de junho de 2017


O Milagre das rosas (Rainha Santa Isabel)





A mulher de D. Dinis, a rainha Santa Isabel, tornou-se célebre pela sua imensa bondade. Ocupava o tempo a fazer bem a quantos a rodeavam, visitando e tratando doentes, distribuindo esmolas pelos pobres.
Ora, conta a lenda que o rei, já irritado por ela andar sempre misturada com mendigos, a proibiu de dar mais esmolas. Mas, certo dia, vendo-a sair furtivamente do palácio, foi atrás dela e perguntou o que levava escondido por baixo do manto.
Era pão. Mas ela, aflita por ter desobedecido ao rei, exclamou:
- São rosas, Senhor!
- Rosas, em Janeiro?- duvidou ele.
De olhos baixos, a rainha Santa Isabel abriu o regaço - e o pão tinha-se transformado em rosas, tão lindas como jamais se viu.

domingo, 4 de junho de 2017

Requiem para um HACORDO HORTOGRÁPHICO
Era uma vez um Acordo
Que de tão mal acordado  
Causou zanga e confusão
Deixou tudo baralhado
O cágado ficou cagado,
Coitado do animal
Tão envergonhado estava
Que deixou de dar sinal
Os egitos no Egito
Não sabiam que fazer
Se ficar pelas pirâmides  
Se beber para esquecer
O junho ficou minúsculo
Todos os outros também    
Gritava o dezembro, fulo:
- Sou agora um Zé-Ninguém !
O pára passou a para
Mas que grande confusão
O trânsito ficou parado
Andava-se em contramão
O pêlo chamado pelo
E já ninguém se entendia
Uns rezavam ao Diabo  
Outros à Virgem Maria
O facto ficou de fato
Mas não lhe serviu de nada
E reclamava sempre:
- Sem o meu “c” não sou nada!
A receção sem o “p”
Sentia-se mesmo mal
Andava tão chateada
Que foi para tribunal.
- Que saudades  do meu “c”!
Lamentava-se o noturno
Grande farrista que era
Tornou-se muito soturno.
Espetadas e espetadinhas
Fugiam dos espetadores
Tinham fama de sexistas
Os desonestos senhores
Vivesse o douto poeta
Homem de bom critério
Diria hoje decerto:
- Vós que lá do vosso império
Decretais Acordo novo
Calai-vos, que pode o povo
Querer um Português a sério!

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Porque raio há-de andar um professor estoirado?

Já pesaram bem na quantidade de alunos que uma turma tem? E já pensaram que um professor se depara diariamente com um atulhamento de papéis e  aspetos burocráticos?
E já pensaram a dificuldade que um professor tem para gerir uma sala de aula, onde os alunos são indisciplinados a todo o momento?
Já pensaram que um docente está sujeito a todo o tipo de complicações, ao nível da saúde? Ele é stress, depressões, esgotamentos...etc...etc...
Vou explicar um pouco a função do professor e às consequências fisiológicas a que estes profissionais da educação estão expostos.
Considero três principais razões para que um professor ande estoirado:
1- Ser professor implica a tomada de decisões, hora após hora e para isso é preciso força de vontade e,esta comparo-a a um músculo fortalecido ou desgastado com o uso.
Quando o nosso sangue tem carência de açúcar, o cansaço instala-se dando origem à exaustão no final de um dia de trabalho. 
Quantas vezes um professor tem uma vontade doida de fazer um comentário sarcástico e tem que o engolir em seco? Quantas vezes lhe apetece " fazer um sermão" e tem que engolir as baldas da turma? Quantas vezes tem que ouvir o desrespeito de um ou outro encarregado de educação com profissionalismo? Quantas vezes tem que trabalhar com aquele aluno que devido à sua insolência e má educação, não merece nada? Para além disso, o professor tem que planificar as suas aulas para o dia seguinte, tem de corrigir os testes e os restantes trabalhos. E, quantas vezes o que apetece ao professor, é ficar de pernas esticadas, sentado no sofá a curtir um bom filme e a comer umas pipocas, mas ao invés disso, tem mesmo é que engolir os sapos vivos em vez de ter um ataque de raiva.
Mas, a arma de todo o professor é a força de vontade e o amor pelo que faz. Por isso, quando ele toma decisões, é apenas força de vontade, logo quanto mais decisões um docente toma ao longo do dia,  mais força de vontade gasta. Portanto, um dia inteiro a tomar decisões, esgota todas as suas energias.
Segundo uma leitura que fiz, um professor toma 1500 decisões por dia na escola, o que o leva ~`a exaustão no fim do dia.

2- Um professor vive constantemente em alta tensão - emoções
Um professor vive sob o efeito de emoções fortes, nomeadamente: frustrações, alegria, raiva....logo, ao nível fisiológico, todas têm o seu peso.
As emoções quer sejam negativas ou positivas todas despertam a mesma resposta fisiológica, ou seja: atimento cardíaco aumenta, estando ele sempre em estado de alerta, as glândulas   sudoríparas são ativadas, logo as emoções esgotam  o professor.
Após a formação de um professor, este fica treinado para ser motivador, energético  e entusiasta. Para sermos eficientes, temos que ser energéticos no nosso trabalho, mas também temos que ter consciência de que esse entusiasmo em combinação com todos os outros momentos de frustração e raiva, sugam um professor até ao tutano.

3- Preocupação
Um professor vive constantemente preocupado: se os seus alunos estão a aprender ou não; se existem problemas ao nível comportamental; se o encarregado de educação apresenta queixas; se a fotocopiadora está avariada; se o programa vai ser ou não cumprido; se aquele aluno se encontra e risco de absentismo escolar   ou se o Gregório está em  abandono escolar, etc...etc...etc...
Mas é claro que a fadiga e a preocupação andam de mãos dadas.

Mas de um modo geral a sociedade e todos os nossos amigos e conhecidos que nunca ensinaram, tê imensa dificuldade em compreender porque raio andam os professores tão cansados, se no final das contas, os gajos nem fazem nada, têm tardes livres, têm os fins de semana livres, não fazem turnos, não aturam um raio dum patrão que só serve para massacrar a mona a todo o instante, não têm indicadores de desempenho nem taxa de produção a cumprir...afinal estes galos até têm férias e tolerância de ponto! Mas queixam-se de quê? Porque diabo andam eles tão estoirados?














segunda-feira, 15 de maio de 2017

 Já fui às BURACAS!

 Dirigimo-nos até Casmilo para seguir em direçãoao Vale das Buracas, um vale com vertentes abruptas e nuas, onde existem vários abrigos rochosos, as chamadas “buracas”

Fomos recebidos com toda a cortesia por este dócil e lindo rebanho de ovelhas


 formações geológicas


 Este vale encantador apresenta a maior concentração de buracas do país



As buracas podem apresentar forma elíptica ou circular e as suas dimensões são muito variáveis



Ao longo dos séculos, tiveram diferente ocupação humana e serviram de abrigo aos animais




estrada de terra batida


E chegada a hora do almoço decidimos ir até ao restaurante situado na Louçainha, próximo do Espinhal


Piscinas naturais


A cascata conhecida como Pedra da Ferida localiza-se na Serra do Espinhal, em Penela, próximo do lugar com o nome de Ribeira da Azenha. A cascata tem origem graças ao maior número de rochas mais duras. O acesso ao local é apenas feito a pé

















quarta-feira, 3 de maio de 2017


SERMÃO AOS ALUNOS

Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e, 

sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e 

seguidores se aproximassem.

Ele preparava-os para serem educadores capazes de transmitir a 

lição da Boa Nova a todos os homens.

Tomando a palavra, disse-lhes:

- Em verdade, em verdade vos digo:

- Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus.

- Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.

- Felizes os misericordiosos, porque eles...

Pedro o interrompeu:

- Mestre, vamos ter que saber isso de cor?

André perguntou:

- É pra copiar?

Filipe lamentou-se:

- Esqueci-me do meu papiro!

Bartolomeu quis saber:

- Vai sair no teste?

João levantou a mão:

- Posso ir à casa de banho?

Judas Iscariotes resmungou:

- O que é que a gente vai ganhar com isso?

Judas Tadeu defendeu-se:

- Foi o outro Judas que perguntou!

Tomé questionou:

- Existe uma fórmula pra provar que isso está certo?

Tiago Maior indagou:

- Vai contar para nota?

Tiago Menor reclamou:

- Não ouvi nada, com esse grandalhão à minha frente.

Simão Zelote gritou, nervoso:

- Mas porque é que não dá logo a resposta e pronto!?

Mateus queixou-se:

- Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada!

Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão 

nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, 

dizendo:

- Isso que o senhor está fazendo, é uma aula?

- Onde está o seu plano de aula e avaliação diagnóstica?

- Quais são os objetivos gerais e específicos?

- Quais são as suas estratégias para recuperação dos conhecimentos

 prévios?

Caifás emendou:

- Fez uma planificação que inclua os temas transversais e as

 atividades integradoras com outras disciplinas?

- E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais?

- Elaborou os conteúdos conceituais, processuais e atitudinais?

Pilates, sentado lá no fundo, disse a Jesus:

- Quero ver as primeiras, segundas e terceiras avaliações e reservo-

me o direito de, no final, aumentar as notas dos seus discípulos para

 que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de

 qualidade.

- Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a

 eficácia do nosso projeto.

- E, veja lá se não vai reprovar alguém!


E, foi nesse momento que Jesus disse: "Senhor, porque me abandonaste ..."






domingo, 30 de abril de 2017

Bons antibióticos naturais:
1) Limão
A elevada percentagem de potássio e vitamina C do limão faz com que seja um forte antibacteriano.
A fruta pode ser consumida pura ou na forma de sumo com um pouco de mel.
2) Mel
O mel é especial para combater infecções e as suas enzimas ajudam a eliminar as bactérias.
3) Alho
O alho tem uma forte ação antibiótica e uma grande quantidade de antioxidantes. Elimina as bactérias que estão alojadas no nosso sangue e ajuda a manter nosso sistema imunológico forte.
4) Cebola
Graças à sua elevada percentagem de enxofre e flavonoides, é excelente para problemas respiratórios, como gripe, bronquite e faringite.
5) Gengibre
O gengibre é muito potente para combater infecções e aliviar dores.
Podemos tomá-lo como chá ou adicioná-lo em sumos.
6) Alecrim
O alecrim é outro potente antibiótico natural. Possui intensa atividade bactericida, além de propriedades antivirais.
O chá de alecrim ajuda a combater os germes que podem invadir o organismo e causar infecções.
7) Canela
A canela tem uma longa história tanto como especiaria quanto como medicamento. Os seus óleos essenciais são poderosos no combate a vírus, bactérias e fungos.
Procure consumir canela das mais diversas formas (chá, sob frutas, no sumo...) e pouco a pouco construirá uma forte proteção contra infecções.
A canela, todavia, é contra-indicada para quem tem tensão alta e o seu consumo também deve ser evitado durante a gravidez.
Não confundir Canela com Cássia.
8) Vinagre de maçã
Contém ácido málico, uma substância exterminadora de vírus e bactérias.
O vinagre de maçã, consumido regularmente, age fazendo uma limpeza e evitando a proliferação de microrganismos patogénicos no nosso organismo.
9) Folhas de oliveira
Estas folhas têm uma incrível capacidade de destruir uma grande variedade de vírus, fungos e bactérias.
Este potente antibiótico natural pode ser tomado para ajudar a combater todos os tipos de infecção.
E mais não digo, na medida em que estes antibióticos naturais são utilizados há mais de 2000 anos. Os que atualmente compramos e que são produzidos em laboratório, têm cerca de 100 anos.
Devem complementar-se.

sábado, 29 de abril de 2017

Causa da morte de cada um dos reis de Portugal

1.ª Dinastia:

- D. Afonso Henriques, senilidade, morreu aos 76 anos e encontra-se sepultado na igreja de Santa Cruz em Coimbra

- D, Sancho I, lepra(?), morreu aos 57 anos e encontra-se sepultado na igreja de Santa Cruz em Coimbra

- D. Afonso II, lepra, morreu com 38 anos e encontra-se sepultado no mosteiro de Alcobaça

- D. Sancho II, lepra(?), morreu com 45 anos e encontra-se sepultado na catedral de Toledo

- D. Afonso III, morreu com reumatismo com 69 anos e encontra-se sepultado no mosteiro de Alcobaça

- D. Diniz, (?), morreu com 64 anos e encontra-se sepultado no mosteiro de Odivelas

- D. Afonso IV, (?) morreu com 67 anos e encontra-se sepultado na Sé de Lisboa

- D. Pedro I, morreu com epilepsia com 47 anos  e encontra-se sepultado no mosteiro de Alcobaça

- D. Fernando, morreu com tuberculose com 38 anos e encontra-se sepultado na igreja de S.      Francisco em Santarém

MÉDIA DE VIDA- 56 ANOS


2.ª Dinastia:

- D. João I,  morreu de senilidade com e encontra-se sepultado no mosteiro da Batalha

- D. Duarte,  morreu de peste aos 47 anos e encontra-se sepultado no mosteiro da Batalha

- D. Afonso V, morreu de psiconeurose com 49 anos e encontra-se sepultado no mosteiro da Batalha

- D. João II, morreu de nefrite aos 40 anos e encontra-se sepultado no mosteiro da Batalha

- D. Manuel I, morreu de peste aos 52 anos  e encontra-se sepultado no mosteiro dos Jerónimos em Lisboa

- D. João III, morreu de trombose cerebral aos 55 anos  e encontra-se sepultado no mosteiro dos Jerónimos em Lisboa

- D. Sebastião, morte violenta aos 24 anos e encontra-se sepultado no mosteiro dos Jerónimos em Lisboa

- D Henrique, morreu de tuberculose aos 68 anos e encontra-se sepultado no mosteiro dos Jerónimos em Lisboa

MÉDIA DE VIDA- 51 ANOS


3.ª Dinastia - Reis castelhanos:

- Filipe II,  morreu de gota com 71 anos e encontra-se sepultado no Panteão de S. Vicente de Fora

- Filipe III, morreu de erisipela aos 43 anos e encontra-se sepultado no Panteão do Escorial

- Filipe IV, morreu de neurastenia aos 60 anos e encontra-se sepultado no Panteão do Escorial

MÉDIA DE VIDA- 58 ANOS



4.ª Dinastia:

- D. João IV, morreu de litíase vesical com 52 anos  e encontra-se sepultado no Panteão de S. Vicente de Fora

- D. Afonso VI, morreu de tuberculose aos 40 anos e encontra-se sepultado no Panteão de S. Vicente de Fora

- D. Pedro II, tuberculose (?), sífilis (?) morreu aos 58 anos  e encontra-se sepultado no Panteão de S. Vicente de Fora

- D. João V, morreu de epilepsia aos 61 anos e encontra-se sepultado no Panteão de S. Vicente de Fora

- D. José, morreu de aos 63 anos e encontra-se sepultado no Panteão de S. Vicente de Fora

- D. Maria I, morreu de psicopatia aos 82 anos e encontra-se sepultada na Basílica da Estrela

- D. João VI, morreu envenenado aos 59 anos e encontra-se sepultado no Panteão de S. Vicente de Fora

- D. Pedro IV, morreu de tuberculose aos 36 anos e encontra-se sepultado na catedral de Petrópolis

- D. Miguel, morreu de edema pulmonar (?), enfarte do miocárdio (?) com 64 anos e encontra-se sepultado no Panteão de S. Vicente de Fora

- D. Maria II, morreu de parto distócico aos 34 anos e encontra-se sepultado no Panteão de S. Vicente de Fora

- D. Pedro V, morreu de febre tifoide aos 24 anos e encontra-se sepultado no Panteão de S. Vicente de Fora

- D. Luis, morreu de neurosífilis aos 51 anos e encontra-se sepultado no Panteão de S. Vicente de Fora

- D. Carlos, teve morte violenta aos 45 anos e encontra-se sepultado no Panteão de S. Vicente de Fora

 - D Manuel II, morreu de edema na laringe  aos 43 anos e encontra-se sepultado no Panteão de S. Vicente de Fora


  MÉDIA DE VIDA- 51 ANOS



Fonte: Vortex Mag